segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Scissor Sisters no Teatro da Luz


Os Scissor Sisters já não são uma banda desconhecida do público em geral. Desde 2004 até à data lançaram três álbuns, Scissor Sisters, Ta-Dah e o seu mais recente trabalho intitulado Night Work. De uma forma bastante consistente, a banda vai lançando singles que irremediavelmente ficam no ouvido, basta olhar para a colecção de hinos pop que eles nos ministraram: Take Your Mama, I Don't Feel Like Dancin', Kiss You Off e, mais recentemente, Fire with Fire.

Além da pop bastante óbvia que se nota em cada nota musical, este quinteto nova-iorquino prima pela originalidade com que lida com a dita música pop, juntando-lhe elementos de glam-rock, de disco e também de electrónica, como é bem evidente neste recente Night Work.

Ontem, o Teatro da Luz serviu de cenário a um concerto diferente da banda de Jake Shears. Num ambiente mais intimista que o habitual, a banda proporcionou aos fãs um concerto em "semi-acústico", não fossem os cabos que ligavam a guitarra do surpreendentemente virtuoso Del Marquis e o baixo do polivalente Babydaddy aos amplificadores e teríamos ali algo de diferente. O Teatro da Luz estava cheio, a plateia era apenas preenchida por convidados ou vencedores de concursos, graças à (boa) estratédia de marketing da TMN.

Já passavam uns minutos das 21.30 quando os roadies saíram de palco para dar espaço aos oito elementos que surgem nos espectáculos ao vivo. O palco tornou-se pequeno para tamanha festa. A vestimenta demasiado reveladora e a voz aguda de Jake Shears fizeram-se notar logo na primeira música, Any Wich Way, depois disso seguiram-se Whole New Way, Laura, Lights, I Don't Feel Like Dancin' e, porque o universo dos Scissor Sisters não é só pernas ao léu e confétis, houve ainda tempo para baladas como Mary. Casualidade foi o facto de Jake Shears, líder da banda, fazer anos na noite do concerto, o que deu direito a um bolo gigante na forma do logotipo da banda, uma tesoura cujas pontas são umas robustas pernas, e ainda os "parabéns a você" cantado em uníssono pela plateia. O concerto acabou pouco depois com um encore improvisado de Skin Thight, dando aos fãs menos de uma hora de concerto para saltarem e dançarem. Mas, mesmo assim, não desiludiu, até porque houve a promessa de um regresso ao Coliseu de Lisboa brevemente. Os elogios ao público e a Lisboa foram rasgados, como é habitual; Ana Matronic aventurou-se mesmo a dizer que "ain't no party like a portuguese party".
O Teatro da Luz foi consumido pelo espírito cabaresco e não houve alma que deixasse de bater o pé, até porque do reportório fez parte uma Fire with Fire exponencialmente divulgada, chegando quase a ser vulgarizada.

Essencialmente: foi curto, mas intenso.


Fotos por Marta Lemos

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