segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Prédios com algo mais do que janelas e portas.




BLU



ERICAILCANE





 Depois de uma refeição na cidade, o agradável será passear pelas ruas feitas de calçada portuguesa, sentir o cheiro do combustível a esvaziar-se dos barulhentos automóveis, os encontrões das senhoras que acham que têm o direito à passagem ou até mesmo, observar por todo o lado aves portadoras de imensas bactérias com o nome de pombos e que invadem as estátuas da nossa antiga, luminosa e querida Lisboa.
Mas agora  existe também algo mais digno de observação que aos poucos vem surgindo como se fosse peças de puzzle. Falo de edifícios abandonados, partidos e degradados com frases “ Aqui podia viver gente” que, por princípio e distracção ninguém repararia ou se o fizesse, olharia com repugnância e desviaria o olhar para algo mais interessante. Pois bem, esses edifícios “feios” provocam admiração e um sorriso por quem passa por eles. Crono Project é o responsável por tais sentimentos, com o propósito de espalhar a magia da arte urbana pela metrópole. Com a permissão da Câmara Municipal de Lisboa, o programa Crono Project convida artistas como BLU, GÉMEOS e SAM3, os de ERICAILCANE e LUCY McLAUCHLAN para produzirem as suas obras nos prédios abandonados dando uma nova dinâmica à cidade. Podemos encontrar estas gigantes obras de arte na Avenida Fontes Pereira de Melo ou no Largo do Saldanha. 
  Prevê-se que este tipo de arte, ainda criança, vá crescer e alastrar-se por Lisboa o que anima qualquer um devido a existir muitos prédios cinzentos e sujos que precisam de uma boa conjugação de cor com formas que divirtam a visão de quem passa.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Setúbal Mixtape

"Já está disponível para download gratuito a Setúbal Mixtape! Uma compilação de bandas de Setúbal totalmente grátis.
Se és de Setúbal então tens aqui uma verdadeira oportunidade para ouvires o que a tua cidade anda a fazer na música e para promoveres as bandas da tua cidade. Mostra a Mixtape aos teus amigos, seja a quem for, promove no facebook, gmail, twitter, blog, tudo. Assim estarás a ajudar a tua própria cidade a evoluir a nível musical e cultural!
Se és de outra cidade então aprroveita para escutares um pouco da música que se faz em Setúbal e ajudares a promover um movimento que vale pela união!
Acima de tudo ajuda a espalhar a palavra e boa música :)

Para ouvires e fazeres download da compilação segue este link:

Para te tornares fã no facebook e sugerires a página aos teus amigos:

Bandas incluidas na Mixtape:
Red Smoking Indians, Mothership, Blame the Skies, Gone In A Day, Porn Sheep Hospital, Glasgow Murder, Lydia's Sleep (em breve)"

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sufjan Stevens em Portugal


Sufjan Stevens + DM Smith

30 de Maio no Coliseu do Porto
31 de Maio no Coliseu de Lisboa
Preço para ambos: entre 26 e 34€

Sufjan Stevens vai estar em Portugal para dois concertos no mês de Maio. No dia 30 desse mês, o artista irá actuar no Coliseu do Porto e no dia seguinte estará pelo Coliseu de Lisboa, a apresentar o seu mais recente álbum "The Age of Adz", de 2010.

Segundo o site da editora do música, a primeira parte estará a cargo de DM Smith, autor do álbum "Heavy Ghost".

"Fio de Luz" o regresso de Lúcia Moniz


25 de Fevereiro no CC Olga Cadaval, Sintra (22h)
Preço: entre 10 e 15€
12 de Março no CAE, Figueira da Foz (21h30)
Preço: entre 5 e 10€
2 de Abril no Cine Teatro João Mota, Sesimbra (21h30)
Preço: 10€
30 de Abril no CAE, Portalegre (21h30)
Preço: 12€

"Lúcia Moniz é uma das figuras mais acarinhadas da cena artística nacional. A sua ligação ao palco é inata e originou uma carreira internacional que se divide entre a música, o teatro, o cinema e a televisão.

2011 marca o seu regresso à escrita de canções, após uma ausência de sete anos. Lúcia traz consigo as vivências, as partilhas e influências de mais de dez anos dedicados à vida artística.

“Fio de Luz” é o título do novo álbum, o quarto de originais da sua carreira que revela, nas músicas e nas letras, uma obra mais orgânica e uma musicalidade intensa que marca uma nova fase da vida da artista. Uma mão cheia de canções, “para (re)descobrirmos a razão de sorrir, como um fio de luz a bordar a vida”, anuncia a cantora.

Com produção, arranjos e direcção musical de Fred (Orelha Negra, Buraka Som Sistema), “Fio de Luz” tem edição prevista para os próximos meses. O primeiro single chama-se “Play a sound to me” e será conhecido brevemente.

O palco do Centro Cultural Olga Cadaval vai receber no dia 25 de Fevereiro, em absoluta estreia, o espectáculo de apresentação de “Fio de Luz”, que seguirá em digressão por todo o país (consultar datas abaixo).

O público terá a oportunidade de ouvir as novas canções do seu repertório e recordar alguns dos êxitos anteriores da sua carreira. Num espectáculo intimista mas pleno de energia, em palco, a voz e guitarra de Lúcia Moniz serão acompanhadas por Fred na Bateria, David Santos no Baixo, João Leitão na Guitarra, Diogo Santos nas teclas e Vera Ferreira e Tiago Diogo nos coros."

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Mr. Hou, o artista em 3D

Mr. Hou era apenas um pai que gostava de desenhar para o seu filho, mas após fazer o upload de alguns dos seus trabalhos para a internet, tornou-se uma celebridade, e já é apelidado em todo o mundo de "Chalk God" (Deus do Giz).






domingo, 20 de fevereiro de 2011

Long Way To Alaska + Darkstar no Musicbox

Os Darkstar estiveram ontem pela primeira vez em Portugal, e vieram apresentar o seu álbum de 2010 "North" ao Musicbox. Numa primeira parte, em jeito quase de concerto próprio, estiveram os Long Way To Alaska, a banda de Braga, que começa a fazer furor um pouco por todo o país, na bagagem trouxeram o seu "Eastriver", bastante bem recebido pelo público presente.

Long Way To Alaska @ Musicbox (19-02-2011)



Darkstar @ Musicbox (19-02-2011)

FantasPorto 2011



A partir de amanhã começa a edição de um dos melhores festivais de cinema que Portugal possui. A 31º edição do Fantasporto é marcada por filmes de realizadores que marcam o cinema com imagens chocantes e perturbadoras ou acções que deixam o espectador numa reflexão do que acabou de ver. O júri oficial do festival este ano irá ser composto por Joaquim de Almeida, Maria de Medeiros, Joe Dante ( Gremlins) e Mick Garris ( Hocus Pocus). As categorias da competição serão divididas por a secção competitiva que conta com filmes como Saint” de Dick Maas, Kidnapped” de Miguel Angel Vivas ou “The Tempest” de Julie Taymo; a secção Orient Express marcada por realizadores orientais como é o caso de “Death Kappa” de Tomoo Haraguchi e “Enemy at the dead End” de Park Soo- Young e secção não competitiva que conta com 127 Hours” de Danny Boyle, “Miss Nobody” de Tim Cox, “The Rite” de Mikael Hafstom ou Season of the Witch” de Dominic Sena.
O Festival vai também contar com a “Semana dos Realizadores” em que estão presentes nomes como de Igor Sterk ( “9:06” ) , Oliver Schmitz (“Life Above All” )e Pablo Trapero (“Carancho”).


A pré abertura do Festival de Cinema do Porto ocorre dos dias 21 a 24 de Fevereiro e a sua abertura oficial é de 25 de Fevereiro a 6 de Março.

Resurrection Band Contest Portugal 2011


A primeira eliminatória do Resurrection Band Contest arrancou ontem em Setúbal. Com um cartaz bastante convidativo: Glasgow Murder, Face of A Virus, Blame the Skies, Moe's Implosion e All Emotions Day. Porém a sala não se apresentou composta como seria de esperar, talvez devido ao preço da entrada, que não sendo muito, tendo em conta a qualidade das bandas e o facto de serem cinco, mas que numa cidade como Setúbal torna-se algo impeditivo.
Com o propósito de tocarem este ano no Festival Resurrection em Espanha, ao lado de nomes como Architects, Bring me the Horizon e Pennywise, as bandas esmeraram-se ao máximo e deram tudo de si.
A noite arrancou com os estreantes "Glasgow Murder", sim, estreantes. A maioria do público ficou perplexo quando soube que este era apenas o primeiro concerto desta banda formada em meados de Outubro. A verdade é que pareciam a ter já vários concertos nas canelas e nos ofereceram um bom espectáculo, sem erros de maior nota e com um um vocalista com uma voz bastante poderosa e grande presença em palco. Tendo em conta este primeiro concerto, podemos esperar grandes coisas destes "Glasgow Murder". Consta que em Março vão ter vários concertos. O Arte-Factos irá informar o público de todos esses concertos.
De seguida surgiram os "Face of A Virus" de Portimão. Não se pode dizer que tenham começado muito bem. O vocalista prendeu-se muito ao microfone que estava fixo no suporte e isso impediu-lhe de agitar um pouco mais o palco. É verdade que para o fim a banda soltou-se e todos se mexiam, mas a nível musical não posso elogiar por aí além. A sonoridade da banda é bastante similar de música para música e a sensação geral é de que apenas produzem barulho, nada diferente do habitual em bandas do género. Não se pode dizer que tenha sido uma má prestação, mas o facto de terem demorado tempo a soltar-se, impediu-os de causar mais sensação.
A banda seguinte já tocou neste palco mais do que qualquer outra, falo dos setubalenses Blame the Skies. Em jeito de apresentação do seu EP, que será lançado brevemente, a banda concentrou-se em toca-lo na integra. Excluindo o problema de som que colocou a voz de um dos vocalistas mais baixa do que seria de esperar, os Blame the Skies estiveram perfeitos. Esteve lá tudo, os seus solos, o seu peso, os seus berros, a sua voz clean, o seu jeito, e todos nós assistimos a um belo prazer de estar em palco e tocar para Setúbal. A banda está cada vez mais coesa e o seu som apresenta-se sem quaisquer problemas, com uma grande qualidade. O metal dos próximos anos vive por aqui.
Os Moe's Implosion estavam metidos no meio do hardcore e metal pesado, mas a verdade é que o concerto deles em nada ficou atrás do resto das bandas, muito pelo contrário. Os Moe's Implosion são, ao vivo, uma das maiores forças de energia que se pode ver em palco e o seu som está cada vez melhor, mais alucinante, mais pesado, mais perfeito. Foi pena o escasso tempo de concerto, pois esta banda tem qualidade para manter vivo o público durante muito muito mais tempo. Diz-se que estarão cá em Abril e isso é sem dúvida uma excelente noticia.
O seu álbum, a sair dentro de pouco tempo, vai sem dúvida causar muito impacto na música nacional e possivelmente dar-lhes o lugar que tanto merecem. É fácil fazer-se boa música quando os músicos são tão bons.
Os All Emotions Day fecharam a noite e deram possivelmente o concerto mais estrondoso da noite, não tivesse o vocalista uma das vozes nacionais mais poderosas. Incrivel a actuação desta grande banda de Moura, tanto a nível de intensidade como instrumentalidade e peso. Sem dúvida um enorme concerto de uma banda que teima em crescer de ano para ano e consolidar-se cada vez mais no panorama nacional do metal.


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Abel o Monstro - O Filme


"Na onda de filmes como O Ninja das Caldas, Balas e Bolinhos, entre outros, eis que surge ABEL O MONSTRO, uma comédia de terras sadinas, demonstrando todo o potencial da zona, principalmente o humoristico. Com traços tipicos de quem quer cozer as calças mas não pode, ABEL O MONSTRO é uma travessia pelo humor parvo, idiota e estúpido do ser humano.

Quando os Inspectores Falcão (Pedro Costa) e Fagundes (André Barreira) são chamados para investigar uma morte, o Inspector Falcão depara-se com uma terrível notícia: o falecido é Antunes (Nuno Aleluia), seu amigo de infância. Embora tudo aponte para uma morte natural, os pêlos que o Inspector Fagundes encontra junto do cadáver sugerem que algo se esconde pode detrás da morte de Antunes"

Trailer:

Download do filme aqui:

True Grit, dos irmãos Coen, 2010


True Grit
Coen Brothers, 2010

O início de 2011 fica marcado pela chegada ao cinema nacional de verdadeiras obras primas. Esta semana foi a vez de True Grit, o mais recente filme dos irmãos Coen.

Adaptado de um romance com o mesmo nome publicado em 1968 por Charles Portis, True Grit é um Western que conta a história de Mattie Ross (Hailee Steinfeld), uma destemida e irreverente jovem de 14 anos que acabou de perder o pai, assassinado e roubado pelo cobarde Tom Chaney. (Josh Brolin) Decidida a vingar a morte do pai, Mattie Ross recorre aos serviços de um impiedoso e alcoólico Marshal, Rooster Cogburn (Jeff Bridges). Entretanto, um Ranger do Texas, LaBoeuf (Matt Damon), chega à cidade no encalço de Chaney. Juntos, partem à procura do vilão.



Este filme é a segunda adaptação do romance, tendo a primeira sido realizada em 1969, contando com o rei dos westerns, John Wayne, no papel do Marshal. Desta vez, o papel ficou a cargo de Jeff Bridges que faz aqui uma interpretação brilhante. No papel de Mattie Ross, apresenta-se Hailee Steinfeld, uma novata que de repente se assume como uma das fortes candidatas aos Óscares. Aliás, todo o filme se assume como um forte concorrente ao Prémio Máximo do Cinema, contanto com 10 nomeações, entre elas Melhor Filme e Realizador.


Num fim de semana chuvoso como este, aconselha-se a ida ao cinema mais próximo. Deste filme podem esperar as características de violência que os irmãos Coen habitualmente dão ao seu filme, sempre acompanhadas por um humor negro desmedido, muito acentuado pela forma brilhante como Jeff Bridges interpresa o seu papel.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Winter's Bone, de Debra Granik, 2010

Winter's Bone
Debra Granik, 2010


Despojos de Inverno é uma adaptação do romance de Daniel Woodrell, de 2006, relata a história de Ree (Jennifer Lawrence), um miúda de 17 anos que vive num local isolado com os dois irmãos mais novos, Sonny (Isaiah Stone) e Ashlee (Ashlee Thompson), e a mãe doente e mentalmente ausente. Quanto ao pai, esse foi preso, mas a vida desta família muda quando Ree recebe a visita de Sheriff Baskin (Garret Dillahunt), que lhe comunica que o seu progenitor saiu em liberdade, e que caso não se apresentar a uma audiência, eles perderão a casa e a propriedade onde vivem. A partir daqui, Ree enceta uma busca pelo pai, entrando sem receio pelos meandros do perigo, procurando aqueles que colocaram a cabeça do seu pai a prémio.


O filme pretende demonstrar a realidade dura, de certos locais nos Estados Unidos, ao mesmo tempo que evoca um exemplo, como muitos, de muitas famílias destruturadas, e também pintando mentalidades, pessoas ríspidas e frias do interior do país, que vão combinando com o ambiente inverniço do filme. É daquelas histórias em que tudo pode correr mal, e sob frio intenso, corre ainda pior.


O filme está bom, tem um produção bastante simples. No entanto, poderia ter mais sal. A narrativa está tépida, e poderia ter mais sangue na guelra. Os momentos de emoção residem nas cenas com as crianças, que apesar da realidade que têm que viver, não deixam de espalhar alegria. Também damos por nós, preocupados com o rumo que a protagonista leva, pois Ree, encara de frente as gentes embrutecidas da sua região, empreendendo uma busca por dentro da máfia da região, guiada pelo sentimento de protecção que tem pela família inteira, mal pensando em si mesma. E é nesta sensação de suspense, que se encontra a nata do filme.

Jennifer Lawrence está bem como actriz principal, passando bem a imagem de miúda que cresceu depressa. No entanto, não chega para arrecadar o óscar de Melhor Actriz.

O filme conta já com 19 galardões e outras 42 nomeações para prémios, como no Festival Internacional de Berlim, British Independent Film Awards, Globos de Ouro, Gotham Awards, Independent Spirit Awards, National Board of Review, Sundance Film Festival, Festival de Toronto e 4 nomeações para os Óscares de 2011.


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Setúbal Mixtape - Informação

Esta próxima quarta feira será o dia de lançamento do projecto "Setúbal Mixtape". Esta compilação une seis bandas de Setúbal que de forma gratuita vão disponibilizar uma música cada uma para este projecto. O Setúbal Mixtape será lançado em formato digital, num site a anunciar na quarta feira e em formato de flyer, com o referido link para a compilação e uma pequena apresentação das bandas. Tudo isto e muito mais na próxima quarta! Bandas confirmadas: Porn Sheep Hospital, Red Smoking Indians, Gone In A Day, Mothership, Blame The Skies e Lydia's Sleep. A compilação servirá como cartão de visita ao que se faz na música em Setúbal actualmente. Dando a conhecer então um movimento cultural que nos últimos anos deu ao país bandas como More Than A Thousand, The Doups, Ella Palmer e Hills Have Eyes.

James Blake - James Blake


James Blake é debutante nestas andanças da música. Foi anunciado pela BBC como uma das revelações deste ano de 2011. O primeiro álbum deste jovem de 21 anos tem o seu nome: James Blake. Não, este não será um indicador de falta de imaginação para o nome do álbum, porque dentro deste, o que não falta é criatividade.

É dentro da electrónica que o músico londrino parece oscilar. Com tons muito minimais, Blake utiliza as melodias mais soul para dar a conhecer a sua voz, que transporta quase sempre letras simples e harmoniosas. A leveza de James Blake é impressionante, música a música vai-se ficando mais absorvido no álbum e vai-se descobrindo um disco cheio de pormenores, que fazem toda a diferença. Em Unluck podemos ter uma pequena visão do resto do álbum, que balança entre a calma extrema e uma alma mais viva, mas é em Lindesfarne I e II que o álbum tem o seu apogeu, cantado quase completamente a capella e com o famoso efeito de auto-tune à mistura, é aqui que o disco se torna mais arrepiante e belo. Logo a seguir há Limit to Your Love, versão da canadiana Feist, que se pode considerar o mais perto do soul convencional que se pode encontrar em James Blake. A despedida é feita com Measurements, uma faixa lenta, para não variar, que acaba num zénite de vozes que cantam os últimos versos em coro.

James Blake afirma-se como um excelente compositor e um valor adquirido na vertente mais minimal da música electrónica.


Certamente iremos continuar a ouvir falar deste jovem.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Susanne Sundfor lança novo álbum a 20 de Maio em Portugal


O Arte-Factos anuncia em primeira mão que Susanne Sundfor vai lançar o seu novo álbum em Portugal a 20 de Maio! Aconselho qualquer um a descobrir esta artista, pois trata-se de uma das melhores cantoras europeias emergentes da actualidade!
Deixo o myspace da artista que promete vir a ser uma das novas revelações da música Europeia:

José & Pilar



O comentário de Miguel Gonçalves Mendes continua a deleitar os espectadores portugueses. José & Pilar é um filme do realizador de filmes premiados como D. Nieves e Autografia, e revela uma faceta romântica do escritor português. O filme retrata a relação entre José Saramago e a sua mulher Pilar Del Rio, no seu dia-a-dia em Lanzarote , das suas viagens de trabalho pelo mundo e as tantas entrevistas que este dava.
O documentário foi realizado durante quatro anos, de 2006 a 2009 e por isso ainda "apanhou" o processo de escrita e o lançamento do livro Viagem do Elefante. A grande curiosidade que envolve este filme é o facto de revelar uma faceta apaixonada e doce de um escritor considerado frio e arrogante para muitos. O génio que também se rendeu ao amor.
Depois de ter estreado no Doclisboa 2010, o filme encontra-se nas salas de cinema.

127 Hours, de Danny Boyle, 2010


127 Hours
Danny Boyle, 2010



Antes de mais, pensar que vamos ver um filme que se baseia numa história real, leva-nos mais facilmente á comoção, saber que aquilo aconteceu e mudou a vida de alguém, para o bem ou para o mal. 127 Horas é o que um filme baseado em factos reais tem que ser, credível, emocionante, vertiginoso e inspirador, tudo sem grandes floreados, sendo o mais sincero e directo possível. Uma das cenas mais violentas e críveis, a tão falada cena de amputação do braço de Aaron, levou a desmaios, vómitos e até atatques de epilépsia, em salas de cinemas australianas, americanas e canadianas. Mas se em cenas mais impressionantes, calculamos para nós, que aquilo é fachada e "ketchup", ao ver esta cena imaginamos se naquela situação teríamos o sangue frio de salvar a própria vida, através daquele meio.


Esta é a história do alpinista Aaron Ralston (James Franco), que tinha como segunda casa, as montanhas de Utah, nos Estados Unidos. A 25 de Abril de 2003, durante a tarde, como era habitual, caminhava entre os canyons que bem conhecia. Mas ao se aventurar por uma fenda, é apanhado por um deslocamento de rochas, caindo e ficando com o braço direito preso entre as paredes do canyon. O antebraço é o suporte da pesada rocha, e impossibilita-o de sair dali.



A partir dali viveria os 5 dias mais difícieis da sua vida, e que a marcariam para sempre. Enquanto tentava libertar-se e sobreviver, filmou pequenos diários disso mesmo, e todos os pormenores constam do livro Between a Rock and a Hard Place.

O
filme é simples, e é nessa simplicidade e genuidade, que se aproxima mais do espectador. É do mesmo realizador de Trainspotting e Quem Quer Ser Milionário?, e tem no papel principal James Franco (O Homem-Aranha, Milk), que consegue passar a imagem de herói humilde e despretensioso, e transbordar realismo nas cenas mais agonizantes. Tem 6 Indicações ao Óscar: Filme, Actor (James Franco), Roteiro Adaptado, Edição, Banda-Sonora Original, Canção Original.


domingo, 13 de fevereiro de 2011

The New World de Terrence Malick, 2005


A poesia visual de Malick é inegualavel. Não há outro realizador que tenha a capacidade de formar poesia apenas com as imagens. Pelo menos não desta forma, tão natural, tão emocional, tão simples e descomplexada dos vicios do ser humano.
Os filmes de Malick são uma abordagem sincera da essência dos humanos. Através de metáforas, imagens da natureza e fantásticos voz-off, Malick conduz-nos ao interior do ser, àquele ser humano que não conhece a maldade, que não tem inveja, não sabe o que é possuir algo material. Àquele ser humano genuíno, formado da própria terra-mãe, da natureza. Malick vê os humanos como parte dessa natureza e trata os sentimentos como sensações, como formas não viciosas de sentir. Trata essas sensações como contemplações simples da natureza e despreocupadas da evolução tecnológica.
Em "The New World", o realizador aborda esse tema como nunca, e faz contrabalançar a natureza instintiva da violência humana, com a natureza sentimental e sensacional, que nos torna capazes apenas de amar e respeitar. Da forma mais vil, mostra a conquista dos Ingleses em solo "Americano" e a conquista do amor além de quaisquer palavras. Malick demonstra-nos que basta sentirmos para atingirmos o culminar das nossas emoções, das nossas vidas.
O capitão John Smith é Collin Farrell, um actor em ascenção, que tem aqui a sua representação mais bem conseguida. Smith é alguém que contraria a ordem natural dos humanos, prefere seguir as suas ideologias e contrariar essa mesma ordem. Como tal apaixona-se por uma nativa, que é mais pura que qualquer ser que ele tenha conhecido. Através dessa beleza natural, Smith torna-se uno com a natureza e desenvolve em si um sentimento que poucos seres humanos têm actualmente: a capacidade de apenas sentir algo. Tudo é construído à volta de uma ideia e de certos pressupostos e sentir algo sem ter em conta esses mesmos pressupostos é quase uma tarefa impossível no homem da civilização, da modernidade. Terrence Malick demonstra-nos aqui que ainda somos capazes de atingir esse estado de espírito e que ele vale mais que qualquer evolução cientifica.
"The New World" é uma pequena obra prima que só peca por não ter um personagem bem construído para Christian Bale. De resto tudo encaixa na perfeição e cada cena é de uma indescritível beleza. O argumento é profundo e apesar de simples, é bastante tocante. O filme demonstra superficialmente a colonização inglesa em solo americano e a força bruta do homem perante o desconhecido, mostrando-nos um ser vil, odioso e usurpador. De um lado mais profundo, Malick mostra-nos as verdadeiras sensações do ser humano e o caminho que todos nós vamos percorrer: nascemos da natureza, vivemos, sentimos e regressamos a ela. Todos sem excepção.

Improvável - Companhia de humor "Barbixas" em Portugal


Terminou ontem, dia 12, a breve passagem do grupo de teatro Os Barbixas pelo nosso país. O Tivoli serviu de casa durante duas noites a Anderson, Daniel e Elídio, três dos conhecidos Barbixas. Esta é uma nova vaga na comédia brasileira que vive do improviso e do pensamento rápido dos protagonistas que têm de enfrentar divertidos jogos a cada sessão. É através do YouTube que o espectáculo Improvável se tornou como que um espectáculo de culto e já são poucos os que desconhecem do que se trata.

Desta vez, e deste lado do Atlântico, Anderson, Daniel e Elídio tiveram a ajuda de Marta Borges e Mário Bomba, actores de humor improvisado aqui de Portugal, e como anfitrião estava o nosso bem conhecido Nilton.

O Tivoli estava completamente cheio (pela segunda noite consecutiva) para ver este quinteto improvável em acção. E não desiludiu.

Nilton deu início ao espectáculo com um pequeno número de stand-up que deu lugar rapidamente à descontracção do trio brasileiro e dos colegas portugueses. Por entre os jogos já conhecidos e muitas confusões linguísticas entre brasileiros e portugueses, o espectáculo ia-se desenrolando enquanto as gargalhadas de levar lágrimas aos olhos não cessavam.

O espectáculo Improvável terminou deixando um sabor doce na boca da plateia e um desejo por mais, que agora só pode ser saciado através da internet.


Enquanto isso, a companhia de teatro portuguesa Os Improváveis, a que Marta Borges e Mário Bomba pertencem, continua em cena aos domingos na Casa da Comédia, em Lisboa.

Improvável começou com a premissa "um espctáculo provavelmente bom". A noite passada não deixou margem para dúvidas, foi um espectáculo excelente.

Hipocondria - Klepht



É difícil enquadrar os Klepht no espectro musical português. Apesar de contemporâneos à vaga de nova música portuguesa da segunda metade da década passada, se olharmos em retrospectiva parecem não fazer parte dela. Talvez por serem mais "rock fm", talvez por a elite mais hipster não ter visto com bons olhos um VJ da MTV à frente da banda, provavelmente porque quando o indie ganhava fulgor surge uma banda que nos trás à memória uns 3 doors down e semelhanças ao post-grunge.

Hipocondria, o segundo albúm, temível para alguns um passeio no parque para outros, mostra-nos uns Klepht mais maduros que se afastam do pop-rock do albúm de estreia com a cautela suficiente para não mexer demasiado numa formula ganhadora e alienar os fãs que já conquistaram. Não há neste Hipocondria faixas tão acessíveis quanto "Antes e Depois" ou "Por uma Noite" do álbum de estreia, provavelmente não irá gerar tantos singles, mas no geral é muito mais sólido e o que lhe falta de imediato é compensado em subtilezas e arranjos mais trabalhados. E se realmente parece não ter resultado dum processo fácil tal acaba por resultar a favor da banda que encontra nas dificuldades de um segundo álbum a inspiração necessária para o fazer resultar, até mesmo inspirando-se na falta de inspiração para criar.
Há de facto muito neste álbum que reflecte os vários aspectos menos fáceis de pertencer a uma banda e fazer musica, desde a critica à vida na estrada, até ao processo de composição. A ida para os E.U.A. e estarem afastados do que diariamente os rodeia talvez tenha ajudado a esta visão mais centrada na própria musica, seja como for os Klepht mostram que não podiam estar mais indiferentes ao que outros possam pensar e o que dizem críticas já formadas.

Liricamente no entanto há que fazer alguns reparos, se regra geral o estilo mundano e descomplexado com uma ou outra tentativa a um rasgo mais poético vai resultando existem passagens que claramente nos fazem pensar se naquele momento a inspiração simplesmente se recusou a aparecer. Até numa musica como "Tudo de Novo" a entrega do verso como "duas horas para acabar o que em quatro anos a gente fez" atordoa os sentidos.

No fim de contas Hipocondria é um teste superado, é o amadurecimento de uma banda que progressivamente se afasta da sonoridade pop-rock e se move algures para o meio termo entre os My Morning Jacket de It Still Moves e uns Foo Fighters.
É provável que nunca venham a ser a banda de referência para os melómanos mais intelectuais mas retirem algum consolo de que enquanto o vosso amigo, o pretenso intelectual que todos temos, está em casa a fingir que gosta de Velvet Underground vocês podem estar a cantar a plenos pulmões que se "vos faz mal fariam tudo de novo" num concerto e nem sequer se importarem com o que os outros pensam.


sábado, 12 de fevereiro de 2011

Os Golpes, More Than A Thousand e Linda Martini em Viana do Castelo


O Teatro Municipal Sá de Miranda, em Viana do Castelo, é o palco escolhido para o arranque da primeira edição do VIBE, um ciclo de concertos de música moderna que se prepara para ocupar vários espaços desta cidade ao longo do ano. Os Golpes, More Than a Thousand e Linda Martini são os grandes destaques da programação de inverno do VIBE 2011.

Os Golpes são a primeira peça preparada para o encaixe de sons do VIBE 2011. Manuel Fúria e companhia apresentam em Viana do Castelo o seu recente trabalho discográfico “G”, origem do radiofónico “Vá Lá Senhora” e sucessor do aclamado “Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco”.
O revivalismo do roque português d’Os Golpes está de visita à sala principal do Teatro Municipal Sá de Miranda no dia 18 de Fevereiro, com primeira parte assegurada pelos vianenses Sotie Flow.

O hardcore musculado dos explosivos More Than a Thousand marca a passagem do VIBE para o Café do Teatro, com a assistência em pé e muito provavelmente em movimento. O influente quinteto setubalense prepara-se para despejar toda a energia presente em “Vol 4: Make Friends and Enemies”, o seu último registo de longa duração.
No dia 4 de Março, em Viana do Castelo, os More Than a Thousand contam com uma primeira parte de luxo protagonizada pelos For The Glory, no âmbito de um espectáculo exclusivo que reúne os dois pesos mais pesados do hardcore nacional.

O encerramento da época de inverno do VIBE 2011 tem lugar no Café do Teatro com a participação dos Linda Martini, um dos colectivos mais singulares e inventivos da nova música nacional. Os rockeiros lisboetas têm nova oportunidade para provar que o seu segundo álbum “Casa Ocupada” não tomou os tops de vendas por mero acaso.
O concerto dos Linda Martini agendado para 11 de Março no Café do Teatro tem abertura proporcionada pelo Filho da Mãe, projecto acústico a solo da autoria de Rui Carvalho, guitarrista de If Lucy Fell.

mais informações aqui

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Anaquim no Cinema São Jorge

A festa de reedição do álbum "As Vidas dos Outros" deu-se ontem na Sala 1 do Cinema São Jorge em Lisboa para uma plateia bem composta e com vontade de escutar as histórias de José Rebola e companhia, os Anaquim.

Como a noite era especial tudo foi organizado ao pormenor, como tal, no palco, todos os elementos físicos que de alguma forma já fazem parte do imaginário da banda estavam presentes, a bicicleta, o banco de jardim (que serviu de apoio a alguns convidados e membros da banda) e o pano de fundo, com a imagem do duende, a saltar de telhado para telhado, são alguns exemplos disso.

O concerto começa com uma pequena introdução, no qual é pedido o favor de desligar o som dos telemóveis, e de guardar possíveis objectos de arremesso (que às vezes tanta falta fazem em outras ocasiões), e a banda entra em palco e começa a distribuir-se pelos seus postos.
Há José Rebola ao centro na guitarra e voz, com os já habituais companheiros de aventura ao seu lado, Pedro Ferreira nas teclas, Luís Duarte na guitarra, Filipe Ferreira no baixo e João Santiago na bateria, e depois de música para música há toda uma parafernália de coisas em que cada um contribui e participa, como melódicas, banjos, harmónicas, sinos e até inclusive um pequeno suporte com brinquedos e afins.

Com o clima de festa começado, os Anaquim percorreram o seu álbum de estreia ao longo da setlist apresentada, e não faltaram claro está os seus maiores sucessos, muitas vezes acompanhados em palmas pelo público, assim, "Na minha rua", "As vidas dos outros" e "Bocados de mim", foram apresentados, este último numa versão mais intimista que assenta bastante bem com a emoção que a música transpõe tanto para o público, como para a própria banda, e em especial José Rebola. João Santiago sai da bateria para o pequeno suporte onde se encontram alguns brinquedos, Luís Duarte senta-se junto a um piano vermelho em miniatura e Filipe Ferreira senta-se também em frente à bateria, para tocar baixo e emprestar algumas vozes à música. Para além disto, outro dos temas mais aclamados da noite foi claro está "O meu coração", com a participação especial e presencial de Ana Bacalhau, vocalista dos Deolinda, que junto com José Rebola cantou este tema, para satisfação do público presente.

Mas nem só de temas da primeira edição de "As Vidas dos Outros" se fez este concerto, afinal, e para festejar a reedição do álbum com 3 faixas novas, também foram apresentadas ao vivo o tema "Tom Sawyer", que a banda incluiu no CD da Leopoldina de clássicos infantis, e cujas receitas revertiam a favor de diversas instituições de utilidade social, bem como "Encurvado", que nos remeteu e foi parcialmente dedicado ao povo egípcio, e à sua luta pela liberdade, e também a versão da música "A morte saiu à rua" de Zeca Afonso, que poderia muito bem fazer corar uns Zeca Sempre, se ouvissem isto.

Encore sobre encore, o público não se fartava de pedir por mais, e uma palavra para isso também, principalmente para alguns cartazes e demonstrações de afecto para com a banda. Sobretudo um barco de papel que chegou ao palco, e que foi feito com um trabalho apresentado por José Rebola num congresso, e em que do outro lado dizia "Rebola faz-me 1 paper", é uma variação interessante dos muito comuns "faz-me um filho" ou "dá-me a tua camisola", levando para um lado mais futebolístico.

No final, e feitas as contas, saldo positivo para a noite de ontem, os Anaquim proporcionaram um espectáculo interessante e divertido para quem os viu, e provaram porque são um dos bons valores nacionais neste tipo de música.

Anaquim @ Cinema São Jorge (10-02-2011)