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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Nick Nicotine & His Mystical Orchestra "Open Water" (2011)

A Nicotine’s Orchestra tem um novo disco: "Open Water".
Na sequência de Ghosts and Spirits (que contou com edição física em CD em Outubro de 2010), ‘Open Water’ faz uma releitura da história do Rock, sem medo da Pop, enquanto lhe injecta pequenas doses de psicadelismo e magia.
Gravado nos primeiros oito dias de Janeiro de 2011, "Open Water" é constituído por oito temas e estará disponível para download, a partir de 17 Janeiro, em www.nicotinesorchestra.com.

Tracklist:

1 - Open water
Um gajo no meio de toneladas de água não terá o melhor discernimento possível. O mar alto pode ser simultaneamente assustador e belo e é natural que um gajo se deixe encantar pela deriva. É preciso aparecer quem lhe seque a roupa e lhe indique a direcção da terra seca.

2 - Dance with her
Conselhos de amor transmitidos por um crooner místico. A dada altura houve a necessidade de inserir um pouco de febre latina e fuzz e assim foi.

3 - Play the game
Como um tributo ao Jay Reatard se pode transformar em algo que lembra a Bonnie Tyler on acid.

4 - Magical girl (Teen dream '95)
Balada adolescente, para ouvir com a miúda, numa tenda. Só resulta assim.

5 - Over you
É rock e soul e é slow. Trata de assuntos sérios (a pesca é apenas uma metáfora).

6 - Love and Science
Uma peça onde o protagonista chama a si a responsabilidade de explicar que o amor e a ciência não são compatíveis. As pessoas deviam ler menos, amar mais e não tentar arranjar uma explicação lógica para tudo. No meio há uma fritadela platónica, vagamente reminiscente dos Beatles.

7 - Caroline
É um nome de rapariga.

8 - Shadow's there no more
As sombras são uma projecção das nossas acções e têm um peso próprio. Por vezes ganham vida própria, a sério. Cabe a cada um decidir que peso carregar. É simples.

Ficha técnica:
Open Water foi gravado e misturado por Nick Nicotine no Estúdio King, Barreiro, entre 1 e 8 de Janeiro de 2011.
Nick Nicotine: Todas as vozes e todos os instrumentos.
Todos os temas compostos por Nick Nicotine.

por Absurdo \\

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Katy Perry - Teenage Dream (2010)


O "novo" álbum de Katy Perry é uma enorme lufada de ar fresco na música Pop mundial.
Depois do desaparecimento da verdadeira rainha dos últimos anos da Pop (Kylie Minogue), e das tentativas sempre semi-bem sucedidadas de Madonna e Christina Aguilera e do aparecimento de novas artistas como Lady Gaga e Ke$ha, que fogem já um pouco ao Pop convencional, não existia uma verdadeira artista pop em toda a sua génese.
Com "Teenage Dream", Katy Perry afirma-se como a verdadeira artista pop do momento. Primeiro porque é capaz de criar um álbum bastante interessante no seu todo geral, depois porque cultiva a cultura comercial pop e é capaz de recria-la numa bela voz, forte e potente, demonstrando que tem mais do que apenas talento de momento.
Este cd começa com a faixa homónima, que é capaz de nos pôr a mexer instantaneamente, sejamos fãs de rock, hip hop ou até mesmo Metal. A "festa" continua em "Last Friday Night", uma faixa onde Katy Perry mistura vários sons electronicos, gerando um pop dançante ao estilo de Goldfrapp, mas bem mais postivo e menos melancolico. "California Gurls", a bem ou a mal, utilizando o truque da repetição do refrão, perfaz-nos a belissima voz da cantora, sempre muito afinada e flexivel. Esta é a musica Pop na integra do que é a sua definição, letras comerciais e da moda, com vibrações sexistas e repetições do refrão. Porém, resulta bastante bem!
"Firework" é a meu ver a melhor faixa de todo o álbum. Katy tenta explorar territórios mais profundos, abandonando as letras banais da pop, que são geralmente referentes à moda e cultura americana. Depois temos uma voz forte, a fazer lembrar uma qualquer artista soul com força na voz. A tudo isto temos a junção da electronica, o que nos permite dançar esta música alegremente ou apenas rejubilar com a voz fantástica da artista.
"Peacock" é a canção mais cómica do álbum, mas também a mais fraca. Apesar de ser bastante abrangente, torna-se chata e repetitiva.
"Circle the Drain" começa com uma guitarrada ligeira, mas depois avança para algo mais rock/electronico, demonstrando a capacidade da artista em adaptar-se a qualquer estilo musical. E não é que esta música relembra o industrial?
"The one that got away" é o regresso ao estilo verdadeiro da Pop, com letras "americanas", mas cantadas de forma menos dançante. A meu ver é uma das melhores do álbum, porque consegue juntar a essência de "Firework" com a pop mais tradicional.
Ao longo de todo o álbum temos a sensação de que a artista consegue chegar a todo o lado, de qualquer forma, mantendo sempre uma enorme qualidade.
"E.T." é completamente alucinada, sendo capaz de nos espantar, pois certamente não estariamos è espera de algo assim neste álbum, e mais não digo.
"What i'm living for" mostra-nos que Katy Perry consegue ombrear com Christina Aguilera a nível de qualidade vocal. É uma música potente e que impressiona pela voz de Katy, sempre fantástica.
"Pearl" faz lembrar Pink, talvez pelo estilo Pop mais característico de Pink, ou pela versatilidade que ambas as artistas demonstram. Mas acaba por ser uma música original e uma das melhores do álbum.
"Hummingbird Hearbeat" é um reflexo inteligente do que a artista pode realmente fazer. Utilizando o efeito "Humming", Katy aventura-se novamente pelas guitarras, tornando a música uma panóplia musical, que se encontra perto de um rock espacial.
"Not like the movies" é a música mais pessoal do álbum, mais calma, mais íntima, mais tocante. Katy Perry volta a mostrar a sua versatilidade vocal, conseguindo até mesmo arrepiar-nos.
É incrivel como num só álbum conseguimos sentir Florence + The Machine, Pink, Christina Aguilera, Goldfrapp e até um rock ligeiro de uma qualquer banda pop rock dos anos 80, incrível!
Este é um álbum obrigatorio para qualquer um que não seja fechado no seu estilo musical, até porque junta inúmeras influências.

sábado, 25 de setembro de 2010

Linda Martini - Mulher-a-dias



"Mulher-a-dias", o novo single dos Linda Martini, já se encontra dísponivel no Myspace da banda para ser ouvido e apreciado por todos. Este é segundo single do novo álbum "Casa Ocupada". Este é um dos discos mais aguardados do ano, tanto pelo enorme núcleo de fãs que a banda tem, como pela qualidade musical que a banda apresenta de música em música.
Os Linda Martini surgiram em 2005. Desde aí já lançaram três EP's e um disco de longa duração, este "Casa Ocupada" será o segundo. Não há dúvidas que são uma das grandes bandas dos portuguesas dos últimos anos. Todas as músicas têm um enorme sentimento e uma letra profunda, demonstrando um carácter mais crítico e depressivo sobre qualquer estado. Contudo, este novo álbum transfigurou a banda, e apesar da sonoridade ser idêntica, tanto em qualidade, como em características, o tema mudou. Os Linda Martini falam agora de factos objectivos, mas sempre com a atitude crítica e atenta. Este "Mulher-a-dias" é um prazer sonoro imenso, tanto do ponto de vista instrumental, tão característico da banda, com uma progressividade sempre presente, apesar da curta duração da música, como na letra e musicalidade. De forma rítmica e acelerada, "Mulher-a-dias" fala-nos de símbolos e e metáforas, sempre bem construídas e aliadas com a sonoridade global. No final sentimo-nos preenchidos, mas com vontade de muito mais, de termos este novo álbum nas nossas mãos. Falta pouco! Em Outubro estará à venda, e quem não o agarrar vai certamente perder um dos melhores álbuns dos últimos anos!

Myspace da banda, onde podem ouvir o novo tema e outros:

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Goldfrapp - Head First (2010)




"Rocket" é o primeiro single extraído deste novo álbum do duo Goldfrapp. É também a primeira música do cd, que dá o mote as restantes. A escolha por esta música não pode ser aleatória, pois "Rocket" mistura bem a essência deste álbum. Os Goldfrapp são conhecidos por duas fases um pouco distintas: na primeira ( Seventh Tree e Felt Mountain" temos uns Goldfrapp mais introspectivos, numa onda trip-hop e ambiental; na segunda fase (Black Cherry e Supernature) a música torna-se mais irrequieta e faz-nos abanar as ancas, torna-se electronica e muito dançante.
Este "Head First" pertence mais à segunda fase, mas mesmo assim ainda tenta aspirar a criar um ambiente mais trip-hop, falhando redondamente. "Rocket" é a mistura desses dois estilos, resultando muito bem numa música que ficará inevitavelmente nas nossas cabeças, por bons ou maus motivos. É uma música muito alegre, dançante e também muito ao estilo do Dream Pop.
Os Goldfrapp foram mestres nas duas fases, tanto fazendo-nos dançar, como criando ambientes místicos e espirituais, muito muito calmos. Porém, este álbum peca por uma coesão de ideias. Não há bem uma definição de estilo e as músicas tornam-se repetitivas.
"Believer" ( segunda faixa do álbum) tenta fazer-nos vibrar, mas de forma algo sonolenta e banal. Não existe bem uma ligação musical, ou melhor, existe, mas vive da repetição, sem que se torne interessante. Todas as faixas são medianas se analisadas separadamente. Como todo o álbum falha, e não nos consegue remeter para os sucessos anteriores desta fantástica banda.
Os Goldfrapp são várias coisas, mas aqui não se percebe bem o que são, além de uma tentativa de fazerem pop comum, mas sem terem ferramentas para tal, porque são uma banda de electronica/trip-hop.
Há no entanto coisas positivas neste álbum: primeiro o facto de não existir nenhuma faixa má; depois o facto de ter algumas faixas bastante positivas, como "Rocket", "Dreaming" e"Voicething". Além disto, se esquecermos os anteriores álbuns, conseguimos vibrar com este, mas isso seria como esquecer o resto da história mundial e vibrar com a tirania.
"Head First" não é um mau álbum, mas não é aquilo que se esperava de uma banda incrivelmente talentosa e que tanto nos tem feito vibrar nos últimos anos.
Atenção que é já nesta Quarta o concerto no Coliseu de Lisboa! Vai de certo valer a pena!




Videoclip de "Rocket":