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sexta-feira, 18 de março de 2011

Musica Underground boa e má

Vivo numa cidade onde a música é uma constante. Todas as semanas surgem bandas novas, músicos novos com vontade de tocar, cantar, etc.
No meio dessa amalgama musical, surgem algumas propostas bastante interessantes. Umas são esquecidas em pouco tempo, outras perduram durante muito tempo. No meio de tudo surgem também algumas coisas horríveis que são apenas uma união de instrumentos, mas que musicalmente valem zero.
Ser músico, ter uma banda, não pode ser algo movido apenas por "é fixe". É claro que é importante que a pessoa se divirta e que passe um bons momentos, como dizem os meus amigos Blame The Skies. Mas fazer música não é só bater com as baquetas na bateria, berrar para um microfone, tocar o mais rapidamente possível nas cordas da guitarra.. Fazer música é ter, pelo menos, um conhecimento mínimo de música, ou muitos anos de prática. Claro que uma banda não precisa necessariamente de ter músicos com cinco ou oito anos de experiência, mas também não pode juntar meia dúzia de amigos e em três pancadas "fazer música".
As bandas levam tempo a criar coesão, a tornar o seu som fluído.
A música Underground tem esse problema, todos pensam que podem tocar e ter uma banda, mas não é bem assim.
Na minha cidade também há exemplos de explosão musical rápida. Os Red Smoking Indians são um desses exemplos. Miúdos, bastante jovens que conseguiram em pouco tempo criar algo. Isto é positivo, claro, mas não é a regra. Claro que os estilos musicais também exigem uma coisa ou outra, mas o trabalho tem que estar sempre lá.
Não podemos continuar a apostar em cópias do mesmo, atitudes estereotipadas ou vontades falsas de mostrar uma banda ou ter cenário. Temos que criar uma essência própria e trabalhar bastante. A humildade também tem que estar sempre lá, presente nos ensaios, concertos, na nossa maneira de ser.

Porém, é com grande orgulho que sinto que faço parte de uma cidade onde a música underground respira da melhor forma. E é ao ouvir a Setúbal Mixtape (compilação de algumas bandas de Setúbal), que me apercebo da qualidade musical que a cidade tem vindo a desenvolver. Já sem falar nos grandes nomes como Hills Have Eyes, More Than A Thousand e Ella Palmer.
Se querem criar uma banda força, a vontade tem que estar bem marcada. Não se esqueçam porém de tentar fazer as coisas com coerência, e isso não se faz através da cópia ou de facilitismos. Faz-se através do trabalho, dedicação e humildade.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Hills Have Eyes em tour


A banda setubalense Hills Have Eyes vai dar três concertos em Portugal no mês de Fevereiro, mesmo antes de embarcar para uma tour europeia que vai contemplar países como a Espanha, França e Holanda, só para nomear alguns.

As datas em Portugal são as seguintes:
11 de Fevereiro - States Club, Coimbra (com os Sons of Misfortune e This Is Mafia)
12 de Fevereiro - Auditório Sá de Miranda, Braga (com os Endamage e Survive The Wasteland)
13 de Fevereiro - Casa de Lafões, Lisboa (com os Sons of Misfortune, enDay, Blame The Skies, e For Godly Sorrow)

Mais informações em Hills Have Eyes

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Blame The Skies + Mothership + Hills Have Eyes +Devil In Me - Capricho Setubalense - Setúbal


Na passada sexta-feira, dia 15 de Outubro, a Capricho Setubalense teve a honra de receber uma das bandas mais bem sucedidas da música underground portuguesa, os Devil In Me. Desta vez a casa não esteve cheia, talvez por ser sexta ou por no mesmo dia e à mesma hora os setubalenses The Doups estarem a dar um concerto bem perto deste.
Quase à hora certa, os setubalenses Blame the Skies abriram esta noite de concertos. Apresentando o novo vocalista( Alex), a banda de metalcore de Setúbal deu um mini concerto, mas que foi algo de genial. Em pouco mais de 25 minutos apresentaram aquelas que vão ser as músicas do seu primeiro EP, algumas já bem conhecidas do público. Os Blame The Skies têm talento para dar e vender, começando na bateria e acabando nas guitarras, sem nunca esquecer o baixo e as vozes. Precisam urgentemente de uma tour por Portugal, para darem a conhecer o seu talento bem pesado.
De seguida tivemos o prazer de absorver toda a energia libertada pelos Mothership, na minha opinião uma das melhores bandas que Setúbal ofereceu nos últimos anos. Praticando um rock/metal progressivo, os Mothership apresentaram-se com uma novidade, um teclista, que cria um novo ambiente em torno da banda, favorecendo toda a música. É difícil destacar apenas uma coisa na banda e seria injusto referir apenas um membro, pois são todos grandes músicos, mas a bateria é o motor de todo este engenho artístico, roçando a perfeição e nunca falhando os tempos. Esta é uma banda que precisa urgentemente de concertos em Lisboa, esse local onde estarão a maior parte dos seus ouvintes, pois Setúbal não é uma boa cidade para o rock progressivo.
Os Hills Have Eyes deram um espectáculo imenso, com todo o seu poderio e coesão, transformando-se cada vez mais num símbolo musical da cidade, percorrendo o mesmo caminho que os More Than A Thousand.
Para o final da noite tivemos os cabeças de cartaz: Devil In Me. Nome poderoso no mundo da música nacional underground, nomeadamente no hardcore. Estes rapazes têm vários dons, um deles é de entusiasmar rapidamente as plateias por onde passam, e Setúbal não lhes é indiferente, pelo contrário, há um grande núcleo de fãs dos Devil In Me. O concerto em si foi o esperado, muita energia, muito contacto com o público, o chão da Capricho a balançar e muito, muito hardcore.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Mothership - 15 e 16 de Outubro em Setúbal



Os Mothership são uma banda de rock/metal progressivo, com influências claras de Dream Theater. Ao todo são 5 rapazes com imenso talento musical, que gostam todos do mesmo estilo musical e conseguem criar um som bastante coeso para os fãs da música prog. Por Portugal temos poucas bandas de rock progressivo, facto que torna ainda mais especial esta banda.
Dia 15 e 16 de Outubro eles vão estar em força por Setúbal, com dois concertos bem compostos!
No dia 15 de Outubro teremos os Mothership inseridos na tour dos Devil In Me, juntamente com os setubalenses Hills Have Eyes e Blame The Skies. Este concerto custará 5 euros e realizar-se-à na Capricho Setubalense. No dia 16 de Outubro teremos além de Mothership, os "mathcorianos" Porn Sheep Hospital e novamente os Blame the Skies, no IPJ!
Portanto, se gostas de rock/metal, não podes perder este fim de semana em Setúbal, onde algumas das melhores bandas da cidade se vão apresentar, além dos fantásticos Devil In Me! Aparece!

Myspace dos Mothership:

sexta-feira, 30 de julho de 2010

More Than A Thousand + Hills Have Eyes - Feira de Santiago, Setúbal



Pela segunda vez consecutiva estas duas bandas juntaram-se na Feira de Setúbal para nos apresentarem um espetáculo poderoso e único. A principal diferença fez-se notar na evolução de cada banda, principalmente a nível musical, porque a presença em palco continua excelente como sempre.
Os Hills Have Eyes foram os primeiros a tocar e mostraram ao imenso público porque é que aquele imenso palco é para eles. A nível musical os Hills Have Eyes sofreram mudanças, evoluíram, tal como muitas outras bandas. Na minha opinião foi uma evolução completamente positiva e acertada. A música está mais poderosa, mais energética, ainda mais apelativa. Pelo vocalista Eddie, passa toda a raça da banda, e tão bem que está entregue essa "liderança", pois Eddie transporta o espírito lutador da cidade de Setúbal, do rock e dos vencedores. Em palco os Hills Have Eyes demonstram que estão a crescer e que têm hipóteses de seguir o caminho dos More Than A Thousand. Grande concerto, grande espectáculo!
Os More Than A Thousand deram um concerto assombroso e a roçar o perfeito na Feira de Santiago. Mais uma vez mostraram porque são A banda de Metal portuguesa, porque é que carregam a alma de Portugal e porque é que são bastante elogiados pelo mundo fora. Basta olhar e ouvir para se perceber tudo isso. Os More Than A Thousand nasceram no palco e é lá que se sentem bem. Com eles a música portuguesa tem crescido e vai dar um salto ainda maior, pois estes rapazes não param e vão alcançar ainda mais.
Impossível não sentir arrepios na "Roadsick", tocada com tanto sentimento, tal e qual o espelhado pela letra. E a "In Loving Memory"....que momento! O concerto caracterizou-se pelo poderio de toda a banda, personificado em Vasco Ramos, o verdadeiro vocalista português. Ser músico não é apenas ir para um palco cantar. Ser músico é carregar o nome da cidade e do país por todo o lado, é transmitir a sensação perfeita da sua música, é ser bem disposto, é puxar pelo público. E tudo isto Vasco Ramos consegue na perfeição, sendo assim um dos vocalistas de eleição de Portugal, sem qualquer dúvida.
Fantástica interpretação das novas músicas e das antigas, da relação Banda-Público, e na presença em palco.
Há uns tempos perguntaram-me qual era a diferença entre os More Than A Thousand e bandas estrangeiras de Metal. Eu respondi que a principal diferença, é que os More Than A Thousand são bem melhores que muitas bandas estrangeiras. E ontem viu-se isso tão bem.