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domingo, 29 de agosto de 2010

Análise a um actor: Leonardo DiCaprio



Leonardo DiCaprio é o meu actor preferido destes últimos 10 anos. A razões prendem-se com a sua participação em filmes de génio, interpretando personagens complexos de forma perfeita.
Contudo, nos anos 90 Dicaprio apresentou-nos algumas pérolas, que brilharam devido às suas interpretações. Falo de "The Basketball diaries" e de "What's Eating Gilbert Grape". Em ambos DiCaprio surpreende e tem dois dos seus melhores papéis.
Foi porém a partir de Scorsese e Spielberg, com "Gangs of New York" e "Catch me if you can", nomeadamente, que DiCaprio consolidou essa sua arte.
Não há palavras para descrever DiCaprio no filme de Spielberg, o personagem é tão genial quanto absorvente, sendo capaz de nos mostrar um lado dramático intenso, e um personagem desvairado e despreocupado. Em "The Aviator", DiCaprio consegue, para mim, a melhor interpretação dessa década. Howard Hughes é um personagem perturbado, tão complexo do ponto de vista dramático, quanto do ponto de vista humano. Sem dúvida o seu melhor papel, sem dúvida uma das interpretações enormes do cinema em geral.
Em "The Departed" DiCaprio mostra-nos que é capaz de fazer de tudo o um pouco, ser mais dramático, ser mais sério, mais intenso. O seu personagem é alguém que é usado como uma máquina, mas que é capaz de pensar além disso e desenvolver-se ao longo do filme. Filme esse que é simplesmente genial.
"Blood Diamond" é um pouco menos entusiasmante que os restantes filmes, mas mesmo assim é bastante interessante. Aqui o personagem de DiCaprio é conduzido de forma algo artificial até um final previsível e forçado, mas porta-se de forma magistral em todas as outras cenas do filme.
"Body of Lies" e "Revolutionary Road" são as manchas cinematográficas desta década na carreira do actor. Não pelas suas interpretações, que até são boas, mas sim pela forma como os personagens são banais e os filmes fracos. Foi uma pena ver um actor tão bom perder-se no meio da mediocridade, mas mesmo assim ainda espantou em algumas cenas.
"Shutter Island" e "The Inception" voltam a trazer um excelente personagem para Dicaprio, mais no primeiro filme. É uma verdade que em cada filme de Scorsese que DiCaprio entra, este consegue os seus melhores papéis, mas é natural que seja aqui, num realizador que tanto puxa pelos seus actores.


sexta-feira, 30 de julho de 2010

António Feio - 1954 - 2010






Ser actor é representar o ser humano numa situação em que o espaço e o tempo podem não interessar. Ser actor é imortalizar a própria pessoa e criar novas, com a nossa arte.
António Feio criou e desenvolveu arte, deu algo a mais a Portugal, e isso não se esquecerá. Por tudo isto e pela força que mostrou na luta contra o cancro, ficará imortalizado na história de Portugal.



vale a pena ver:





domingo, 27 de junho de 2010

Christian Bale



Quem tem acompanhado a carreira de Christian Bale tem certamente reparado num pormenor bastante curioso. Quando tinha apenas 13 anos, Bale foi o protagonista de um filme de Steven Spielberg, chamado "Empire of the Sun" ( por acaso o meu filme preferido do Steven Spielberg).
Com apenas 13 anos participou num filme que marcou várias gerações e que é hoje exemplo de um grande filme, de enorme qualidade. Com 13 anos teve um desempenho excelente, sendo capaz de demonstrar vários sentimentos, como desespero, sofrimento, angústia, tristeza..
Com 13 anos Christian Bale entrou para a história do cinema coo um actor bastante promissor.
Ora bem, para quem tem acompanhado a sua carreira, sabe que Bale só voltou a participar num filme de relativo sucesso em 2000, com American Psycho. O que se passou entretanto durante 1987 e 2000? Como é possível que um actor que teve um papel extraordinário enquanto criança em Empire of the Sun, não tenha sido capaz de agarrar bons filmes? Ou será que foram os bons filmes que erraram?
Porém, quem tem acompanhado esta sua carreira, sabe que a culpa não foi bem sua, pois Bale, em 2000 voltou como o actor que tinha interpretado "Jim" em Empire of the Sun, o grande actor capaz de demonstrar sofrimento, desespero, vários sentimentos de forma tão real. E a partir daí a sua carreira foi crescendo como já devia ter crescido antes, e os sucessos amontoaram-se.
Desde The Machinist, a Batman Begins, The New World, Rescue Dawn, The Prestige( representação incrivel), 3:10 to Yuma a Dark Knight e Public Enemies, Bale passou do pequeno miudo do filme de Spielberg, a actor excepcional, com a carreira que lhe fora sempre prometida.