Mostrar mensagens com a etiqueta Natalie Portman. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Natalie Portman. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A nova Musa - Natalie Portman


Natalie Portman está actualmente no topo da sua carreira. É convidada para todos os projectos de sucesso e tudo quanto possa movimentar dinheiro. Além do seu género, o dramático, a actriz tem explorado agora também o da comédia, tornando-se mais versátil. A maior diferença entre Portman e o resto das Musas passa pela sua simplicidade. Portman é doce, genuína e entrega-se de tal forma aos personagens que é capaz de transforma-los em algo muito melhor do que o presente no guião (palavras de Aronofsky).
Há algo de curioso na evolução de Portman. Não creio realmente que tenha evoluído muito como actriz. Em 26 filmes da actriz não vi 5. Portman sempre foi natural, genúina e doce. Sempre foi aquela actriz que criou uma personalidade própria, que se manteve de filme para filme.
O seu primeiro filme é das minhas representações preferidas. Falo de "Leon, le profissionel", de Luc Besson. Desde o seu primeiro filme Portman demonstrou ter garra suficiente para agarrar qualquer papel. Desde aí nunca enganou, as suas participações filmicas transformaram qualquer filme banal numa obra maior. Não é aquela actriz que dê imenso nas vistas, mas é uma excelente actriz, que representa de forma demasiado real para ser reconhecida como uma actriz complexa.
Em "Black Swan" de Darren Aronofsky, chegamos ao culminar de todo o seu talento, mas se atentarmos em Leon, de 1994, as diferenças não são muitas.
Natalie Portman é uma actriz por excelencia, que é capaz de qualquer papel por simplesmente ser capaz de ser ela própria em qualquer situação. Poucas vezes se vê isto no cinema.
Aos leitores aconselho qualquer filme da actriz, até mesmo os novos "Star Wars".
Portman é daquelas actrizes que prima pela simplicidade, até na sua beleza, que é tão natural quanto as suas representações.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Black Swan de Darren Aronofsky (2010)


Fazer-se cinco filmes e serem todos grandes obras de cinema não é para qualquer realizador. Basta compararmos esta filmografia com qualquer outro realizador e dificilmente encontramos casos de tamanho sucesso com os três primeiros filmes e sem quebra significativa nos seguintes. Pois bem, Aronofsky é esse realizador. Alguém capaz de à sua forma criar uma grande obra prima, seja um filme metafórico sobre a vida e a morte, seja um filme sobre as drogas e efeitos psicadélicos, ou até sobre um wrestler reformado e solitario. Darren Aronofsky é o novo génio do cinema dos últimos anos, e a derradeira prova vem no seu ultimo filme, o incrível Black Swan.
Black Swan, o novo filme de Aronofosky é uma obra de arte na sua totalidade. A história retrata uma rapariga, Nina(Natalie Portman), que vive com a sua mãe, uma ex-dançarina que não conseguiu atingir o sucesso. Nina trabalha para uma companhia de dança bastante importante, sendo uma bailarina profissional, sempre à espera de ser chamada para um grande papel. No meio de intrigas e conflitos internos consigo mesma, Nina é chamada para fazer o papel principal na nova peça da companhia, "Swan Lake".
Há vários factos curiosos neste filme e pormenores que revelam o génio criativo de Aronofsky. Tal como Kubrick, nenhum plano é deixado ao acaso. Há sempre um motivo, uma razão para naquele plano estar aquilo e não isto, para os adereços estarem daquela forma e não de outra. Cada plano reflecte-nos uma imagem pessoal da protagonista, criando-nos um ambiente claustrofóbico e intenso, vivido através de uma artista que só queria ser perfeita. Há outro dado curioso no filme, é que Nina aparece em todas as cenas. Não há uma única cena sem a protagonista, o que nos envolve ainda mais na personagem e torna tudo ainda mais claustrofóbico.
A relação de Nina com a mãe é sempre repleta de intensidade, visto que a mãe vive pela filha aquilo que não foi capaz de ser. Porém, um dos maiores acrescentos narrativos deste filme é o confronto de Nina com Lily (Mila Kunis). Uma é a pureza, a boa menina, a bem educada, formada. A outra representa os ideias de rebeldia, loucura, ultrapassar os limites. Neste confronto Nina perde-se consigo mesma e as ilusões tornam-se realidade, ou a realidade torna-se uma verdadeira ilusão, dependendo da forma como queremos interpretar o filme. A relação com Thomas (Vincent Cassel), o encenador e dono da companhia, é também bastante intensa, criada sempre na base do pormenor e do confronto sexual indirecto. Aliás, o filme brilha pelos pormenores. Raramente algo nos é dado directamente, a não ser que seja algo mesmo fulcral para o avanço narrativo. Este é um daqueles filmes a rever e rever, até lhe apanharmos todos os vícios possíveis.
Conforme a narrativa avança, a personagem de Nina vai-se adensando e tornando-se mais intensa. As fobias vão aumentando e as ilusões vão-se fundindo com a realidade, representando-nos cenas dignas de um qualquer filme de Kubrick. Aliás, é impossível não nos lembrarmos de "The Shining" nas cenas de maior violência psicológica.
Os últimos dez minutos do filme são arrebatadores e a cena final é de uma mestria tal que por si só já valeria todo o filme.
Black Swan é uma obra minuciosa, artística e cativante de um realizador que nos tem deixado de boca aberta. Natalie Portman tem, sem qualquer duvida, aqui o papel da sua carreira, demonstrando-nos uma Nina triste, solitária, ingénua e ao mesmo tempo sonhadora. Todos os outros personagens funcionam perfeitamente na narrativa, e a contribuição de Winona Ryder, como Beth, é incrivel.
Black Swan afigura-se assim como um filme intenso, negro, insano e uma das maiores obras do cinema dos últimos quinze anos.
Aronofsky conseguiu de novo. Temos cinema!

domingo, 5 de setembro de 2010

Brothers de Jim Sheridan, 2009





"Brothers" é o último filme de Jim Sheridan, realizador responsável pelo magnifico "In America". Em Brothers, Jim criou personagens incrivelmente complexas, do ponto de vista humano, sentimental e emocional. Arrisco-me a dizer que criou três dos melhores personagens dos últimos 5 anos do cinema. Por seu lado, a história não acompanha a qualidade das interpretações, sendo algo básica e pouco desenvolvida. Isto impede o filme de ser extraordinário.
Que dizer das interpretações de Natalie Portman, Tobey Maguire ou Jake Gyllenhaal? Ou até mesmo dos actores secundários e das duas pequenas actrizes? É incrivel a forma como cada actor encarna na perfeição o personagem, como é capaz de nos transmitir emoçoes e sentimentos tão dispares da nossa realidade, mas que nos são apresentadas de forma tão densa, tão dramática, tão profunda, que nos faz sentir essa mesma realidade.
Jim Sheridan criou aqui um grande filme, muito bem filmado e muito bem dirigido, contudo não desenvolveu 'a' história necessária a este filme, e é sem dúvida uma pena, porque temos apenas um bom filme, com interpretações simplesmente soberbas!
Natalie Portman confirma-se como uma das melhores actrizes dos últimos anos ( e que vontade de ver o Black Swan, de Darren Aronofsky, que estreia brevemente), e Tobey Maguire surpreende, ao desempenhar um papel insano e cegamente no limite.