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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Klaxons no próximo Optimus Secret Shows



"Os Optimus Secret Shows, concertos exclusivos e totalmente gratuitos, que trazem a Portugal grandes nomes da música mundial, estão de regresso. Desta vez, sobem ao palco, para um concerto exclusivo, os Klaxons, uma das bandas britânicas mais esperadas do momento.

É já no próximo dia 24 de Outubro que a banda londrina de indie rock subirá ao palco dos Optimus Secret Shows. Neste concerto vai apresentar o seu segundo álbum de estúdio editado em Agosto deste ano e produzido em Los Angeles, pela lenda do rock Ross Robinson, responsável por álbuns de artistas como Sepultura, Slipknot, At the Drive In e The Cure.

A sala e a hora do espectáculo ficam, para já, por revelar, para manter o espírito de secretismo que marca este conceito. Para saber em primeira-mão todas as informações, os fãs da banda britânica deverão ficar atentos ao perfil Myspace Optimus Secret Shows.

A abertura do concerto será feita por Dusk at the Mansion, dupla de Lisboa formada por Ricardo Mestre e David Costa. Uma banda electrónica marcada por influências synth-pop e rock, inspirada em bandas como Kraftwerk, Depeche Mode, Gary Numan e Soft Cell. Voz, computador e bateria, complementadas neste concerto pelo violoncelo de Leihla Pinho.

Recorde-se que os Optimus Secret Shows são totalmente gratuitos. Para ter acesso basta ser utilizador registado do Myspace, adicionar o perfil Optimus Secret Shows e o perfil Optimus Lounge, imprimir o bilhete e correr para a fila do próximo espectáculo para ser dos primeiros e, assim, garantir um lugar antes que se esgote a capacidade da sala."

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Klaxons - Surfing the Void (2010)


Quando se pensa em gatos astronautas o que é que nos vem à cabeça? Nada? Ora, a partir de agora o que nos surgirá na mente vai ser o novo álbum dos Klaxons, Surfing the Void. E, porque num álbum o que é mais visível e primariamente influencia a nossa impressão, os Klaxons tentaram influenciar a nossa primeira impressão logo pela capa do disco: um gato vestido de astronauta segurando um capacete. Se uns dizem que é uma das capas mais estranhas de 2010, eu apenas digo que é... diferente.

Falando de música, já faz três anos que os Klaxons lançaram Myths of the Near Future. Na altura a recepção foi muito boa, os críticos aplaudiram-nos e os públicos apaixonaram-se. Era uma lufada de ar fresco. Era, por isso premente que este ano fosse o ano da confirmação dos Klaxons como um bom valor na música contemporânea. Estes londrinos não tiveram pressa para editar o seu segundo álbum de originais e isso culminou numa ansiedade saudável e numa expectativa grande por parte dos fãs.

E assim foi, segundo as notícias, cada elemento trabalhou individualmente no álbum e, por fim, juntou-se tudo no caldeirão dos Klaxons e saiu este Surfing the Void. Não há muitas diferenças em relação ao álbum anterior, os riscos não foram grandes, mas nem isso se tornou um impedimento para que este não fosse um bom álbum. O punk transformado numa festa com confétis continua, os sintetizadores estão no mesmo lugar, as batidas fortes e agressivas também, a heterogeneidade entre cada música é evidente (talvez resultado do trabalho individual dos elementos), as letras difusas e encobertas por metáforas celestes está estão para durar e a coragem de tentar pôr sonoridades mais pesadas a mexer não sumiu.

Surfing the Void não trará tanta exposição como houvera trazido o seu antecessor e isso deve-se às melodias menos eufóricas, riffs menos óbvios e refrões menos catchy. Estão um pouco mais sérios.

É surfando o vazio que se encontra um álbum que apesar de não ocupar o mesmo espaço de Myths of the Near Future, anda lá perto e é possível encontrar verdadeiras pérolas em forma de ficheiros de música.